Fantástico. Simplesmente fantástico. A nova novela da TVI começou à cerca de 15 minutos e já dá para odiar. Mal tinha tirado o sabor amargo da "Mar de Paixão", onde é normal as pessoas falarem com golfinhos, para me virem enfiar na boca o sotaque alentejano, falso claro, da Alexandre Lencastre e a sua companhia de maus actores. Aliás, para mim, o ponto alto da novela já passou e foi quando mostraram imagens do 25 de Abril com a música "Grândola Vila Morena", ou seja, o momento onde não haviam actores ou músicas do José Cid.
E como todas as novelas, já se prepara a TVI para mudar toda a novela para o Alentejo. Porque tal e qual como "Espírito Indomável" os custos de produção seriam demasiado caros. E o povo gosta do Alentejo, está na moda.
Mas a cena que eu mais gostei, foi sem dúvida, a do tiro. Nunca vi uma tão má actuação, tudo pareceu falso, até o momento onde eu me encontrava pareceu não existir por causa de tão má actuação. Sinceramente, acho que foi aberta uma nova dimensão depois do choro falso, da reacção falsa, o choro falso no carro que parecia provir de um miúdo autista, enfim, o autismo presente nesta novela é de tal forma grande que o meu QI deve ter baixado 75 pontos, em 75 claro.
À medida que eu for vendo a novela (que vai ter mais de 200 episódios) a minha capacidade intelectual vai também descer, até ao momento em que eu apenas escreverei "derp derp derp". Enfim, a ver socos mal dados e mal actuados já estou habituado, mas o facto de todos se referirem como "camarada" (os tropas) irrita-me, mas pensando bem, isso era de esperar.
Duas coisas: toda a gente a cantar depois de um homem ser atropelado e o facto de alguém conseguir se virar enquanto uma bala entra num carro.
Enfim, acabo aqui esta crónica e amanhã tentarei escrever a "review" do segundo episódio desta trampa. Se entretanto, não me suicidar, claro.

